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Carne bate recorde nos EUA

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A sexta-feira fechou com o café disparando em Nova York, na maior alta da semana, enquanto a colheita segue avançando aqui dentro. A carne bovina também teve um mês forte: os Estados Unidos pagaram preço recorde pelo boi brasileiro em julho. A soja fica firme no físico dos portos e chegou ao maior preço do ano em Mato Grosso, mesmo com Chicago cedendo um pouco ontem. Trazemos as cotações completas do dia lá embaixo, e tem um dado sobre como comparar o preço do defensivo que vale a leitura.

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Cote por R$/L, mas decida por R$/ha

Na safra 25/26, o levantamento de nota fiscal real do 2,4-D mostrou uma dispersão de até 36% entre fabricantes do mesmo produto, na mesma dose comercial de 806 g/L. Essa diferença já é grande só olhando o preço por litro, mas ela conta apenas metade da história de quanto o defensivo pesa na lavoura.

O motivo é a dose praticada. Um fabricante pode vender o litro mais barato e ainda custar mais caro por hectare, porque a bula recomenda uma dose maior daquele produto. O R$/L isola o poder de negociação da compra. O R$/ha carrega a dose real que vai pro talhão. Olhar só um dos dois esconde metade da conta.

Antes de fechar o próximo pedido de 2,4-D, peça as duas contas ao fornecedor: preço por litro e custo por hectare na dose recomendada. Comparar lado a lado é o que mostra qual oferta sai mais barata na prática, não no rótulo.

Destaques da Mídia

Café dispara na semana, boi bate recorde nos EUA

Café dispara na semana, boi bate recorde nos EUA

O café arábica fechou ontem em Nova York com a maior alta da semana, puxado pelo temor sobre a qualidade da colheita brasileira. Aqui dentro, a colheita avança rápido e ajuda a sustentar a oferta, mesmo com o susto externo. Quem ainda tem café pra vender sentiu o preço subir bem na reta final da colheita, janela que não aparece toda hora.

A carne bovina brasileira também teve um mês forte: em julho, os Estados Unidos aumentaram as compras em 105,8% e pagaram um preço recorde, US$ 6.141 por tonelada. Frigorífico com contrato de exportação em andamento sentiu esse aperto de demanda direto na ponta.

Do outro lado da cadeia, a BMG Foods pediu recuperação judicial ontem, com R$ 3,5 bilhões em dívidas e 60 dias para apresentar um plano à Justiça. Produtor que fornece para frigorífico em dificuldade financeira faz bem em olhar o histórico de pagamento antes de fechar novo contrato.

No radar das grandes empresas, o fundo soberano da Indonésia avalia pagar US$ 2,5 bilhões por 25% da JBS Australia, a segunda maior transação da história do grupo. Capital estrangeiro de olho na proteína brasileira, mesmo num ano de reorganização no setor.

Você Sabia?

Estoque com busca: ache local, fornecedor ou silo digitando

Fazenda com muitos locais de estoque, silos e fornecedores cadastrados perde tempo só rolando a tela até achar o que precisa. Isso ficou mais rápido.

A barra lateral das telas de estoque do Aegro ganhou campo de busca. Digite parte do nome de um local, fornecedor ou silo, sem se preocupar com maiúsculas ou acentos, que o sistema já filtra. Também dá para buscar fornecedor direto pelo CNPJ ou CPF, com ou sem pontuação.

Quem tem mais de uma fazenda ou trabalha com vários fornecedores de insumo sente a diferença na correria do dia a dia: menos rolagem de tela, mais tempo pra lançar o que importa.

Minuto Reforma

Cancelar a NF-e só vale nas primeiras 24 horas

Errou a nota e a mercadoria não chegou a sair? Pela regra geral, você tem até 24 horas após a autorização da NF-e pra cancelar.

Passou desse prazo, o caminho já é outro: nota complementar ou nota de ajuste, não cancelamento.

Cancelar fora do prazo estorna o crédito do comprador e vira dor de cabeça pros dois lados. Confira o relógio antes de qualquer nota saindo errada da fazenda.

Destaques Soja e Milho

Destaques Soja e Milho

Soja

A soja fechou ontem em alta no Brasil, mesmo com leve baixa em Chicago. O CEPEA/ESALQ de Paranaguá fechou o último pregão publicado a R$ 137,50 por saca, alta de 0,56%. No físico de hoje, Paranaguá pagou R$ 147,00, Rio Grande R$ 148,00 e Rondonópolis (MT) R$ 134,80. A China comprou quase 1 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos só nessa semana, e o grão brasileiro chegou ao maior preço do ano em Mato Grosso. Quem tem soja pronta pra embarcar encontra um físico mais firme que a média das últimas semanas nos portos do Sul.

Milho

O milho ficou de lado. O CEPEA/ESALQ recuou 0,03%, a R$ 64,84 por saca, e no físico Paranaguá pagou R$ 68,00, Campinas R$ 65,00 e Sorriso (MT) R$ 43,20. Na B3, a semana fechou com perdas de até 1,6%.

A diferença entre os dois grãos ficou clara essa semana: enquanto a soja ganhou força com a demanda chinesa e o físico dos portos, o milho não teve o mesmo empurrão e fechou a semana no vermelho. Quem tem os dois na fazenda vê no spread entre eles um retrato de qual grão está com a demanda mais forte agora.

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Dados agregados e anonimizados · Atualizados em 16/08/2026